Professor: A flor que vence o canhão
Por Nwefrance Morais
Para o Blog do Arretadinho
Hoje olho para trás e me vem as lembranças da época de criança, quando em minha inocência os adultos faziam aquela perguntinha de sempre; - O que você quer ser quando crescer?
E é claro o mais rápido possível respondia com firmeza e certeza: "Quero ser PROFESSORA."Era o orgulho da sociedade, ter mais uma professora para fazer a diferença nesse país, nessa sociedade. Era um sonho de toda moça ser reconhecida, valorizada, ter a oportunidade de fazer a mudança começando com a sala de aula.A figura do professor era o máximo, era essa pessoa que abriria novos horizontes. Me lembro que minha professora era a minha inspiração, minha musa, todos a tratavam por Senhora como forma de respeito, tínhamos sala de aula, carteira, material didático, éramos amados e valorizávamos cada aula, era uma nova descoberta, um novo mundo nas nossas cabeças.E eu na inocência de criança, imaginei que ao cresce seria mais uma pessoa assim e que as famílias, os governantes, a sociedade em geral teria Respeito, Valorização, Carinho, Politias públicas de qualidade. Infelizmente era um sonho de criança pois ao crescer percebi que todos que lutam para transformar esse mundo, através de suas mãos com um pincel atômico, ou um giz para quadro negro, até hoje existem em muitas escolas, ensinaram e ensinam homens e mulheres. Hoje esses CIDADÃOS que cresceram, dão ordem a seus subordinados para atirar, ferir, atirar bombas de efeito moral, espray de pimenta nos olhos daquele que um dia abriu seus olhos, machucar aquele que um dia colocou um bandeide no machucado, pois havia caído na hora do recreio e se ferido, aquele que passou o final de semana inteiro preparando estratégia para envolve-lo nas aulas de MATEMÁTICA, QUÍMICA, OU FÍSICA e tantas outras,para que cada um conseguisse realizar seus sonhos profissionais, que os ensinaram que no mundo todos temos voz, vez, e lugar .Uma pena que pensam que pode calar nossa voz, usando brutalidade, NÃO TENHO MEDO, TENHO DESEJOS E ESPERANÇAS E A INOCÊNCIA DA CRIANÇA AINDA SOBREVIVE E CORRE FORTE EM MINHAS VEIAS. Não precisamos usar a força bruta, pois nessa selva não somos mais um animal irracional que fere, mata, prende espanca e sim pessoas, seres humanos, formadores de opiniões, seres racionais. Nossa ARMA, a sabedoria e o respeito à dignidade humana.

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