A presidenta Dilma Rousseff anunciou em entrevista concedida ao jornal Estado de São Paulo que o ministro da Fazenda Guido Mantega não permanecerá no cargo num eventual segundo mandato.
por *João Marcelo Marques Cunha
Segundo ela, o ministro tomou a decisão de não permanecer por razões estritamente pessoais.
Nomeado por Lula presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no primeiro mandato, Guido assumiu o Ministério da Fazenda em 27 de março de 2006. Está, portanto, há doze anos dedicando sua formação e experiência a consolidação do governo democrático popular. Ajudou a sepultar a herança maldita herdado por Lula de seu antecessor e, por isso, despertou a ira do mercado.
Desde sua posse, foram gerados mais de 15 milhões de empregos, com uma taxa média de desemprego de 7,4%. No último ano de Pedro Malan, condutor da área econômica no governo FHC, a taxa média ficou em 11,2%.
Outro efeito social positivo foi a redução do Índice de Gini, que mede as desigualdades sociais: a taxa caiu para 0,50, a menor desde a década de 1960.
Na maior crise mundial desde 1929, o timoneiro conduziu o leme com maestria: as medidas anticíclicas estimularam o consumo e evitaram um desemprego em massa. Enquanto a Europa desempregou 62 milhões, o Brasil empregou 11,5 milhão de pessoas. Enquanto o mundo amargava o receituário neoliberal, o Brasil despontava com potência mundial.
A despeito das ácidas críticas dos desapontados rentistas e outros sanguessugas do sangue do trabalhador brasileiro, Guido Mantega é um vitorioso. Personifica um modelo de desenvolvimento com inclusão social, caracterizado pela geração de empregos e distribuição de renda. Ainda que sem sua referência, seu legado permanecerá a orientar o aprofundamento das conquistas dos direitos sociais.
*João Marcelo Marques Cunha graduando em Sociologia na Universidade de Brasília

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