2 de ago de 2015

Protesto na Alemanha por liberdade de imprensa

foto Aliance/dpa/B. Pedersen
Centenas participam de protesto pela liberdade de imprensa em Berlim
Cerca de 1.300 pessoas comparecem a uma manifestação contra a investigação de dois jornalistas acusados de traição à pátria. 
Eles divulgaram planos sobre a ampliação da vigilância na internet pelo Estado.

Centenas de pessoas saíram às ruas de Berlim neste sábado (01/08) para participar de uma manifestação a favor da liberdade de imprensa e contra a acusação de traição à pátria feita pela Procuradoria Geral da Alemanha a dois jornalistas do blog de notícias Netzpolitik.org.

Segundo cálculos da polícia, cerca de 1.300 pessoas compareceram à manifestação em defesa dos jornalistas do Netzpolitik.org, um dos blogs mais populares da Alemanha, que trata de temas relacionados ao direito digital, proteção de dados e liberdade de informação.

Os procuradores sustentam que os jornalistas Andre Meister e Markus Beckedahl teriam divulgados segredos de Estado ao publicar um relatório confidencial do Departamento Federal de Proteção à Constituição (BfV) que propõe a criação de uma nova unidade para monitorar a internet, em particular as redes sociais, em dois artigos publicados em fevereiro e abril.

Os documentos se referem à criação de uma unidade para a vigilância da internet e para a detecção de perfis de radicais e extremistas nas redes sociais.

A acusação aos dois jornalistas e seu informante anônimo gerou fortes críticas de ativistas pela liberdade de expressão e do ministro alemão da Justiça, Heiko Maas. Na sexta-feira, o ministro questionou se os jornalistas teriam de fato cometido traição ao divulgar as informações e contestou a decisão dos procuradores.

A investigação foi suspensa pelo procurador-geral, Harald Range, que aguarda a conclusão de uma avaliação a cargo de peritos externos para decidir se houve ou não a divulgação de documentos confidenciais por parte dos jornalistas. Desde o anúncio da investigação contra eles, Range foi amplamente criticado. Alguns líderes políticos chegaram a pedir sua renúncia.

RC/ap/dpa/efe
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