8 de jun. de 2013

Espaço Aéreo será controlado na Copa das Confederações

Plano de controle do espaço aéreo brasileiro para a Copa das Confederações é apresentado
As medidas serão adotadas para minimizar o impacto na aviação,
especialmente nas seis cidades-sede durante o evento esportivo
Divulgação/FAB
As seis cidades-sedes (Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte) serão patrulhadas por dez aeronaves. Órgãos do governo atuarão de forma colaborativa
A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou, na última quarta-feira (29), o planejamento para o controle do espaço aéreo e as ações de defesa durante a Copa das Confederações, que acontece entre os dias 15 e 30 de junho. Representantes do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra) e do Terceiro Comando Aéreo Regional (III Comar), órgãos da Aeronáutica envolvidos diretamente na coordenação das ações, explicaram quais medidas serão adotadas para minimizar o impacto na aviação, especialmente nas seis cidades-sede durante o evento esportivo.
O plano engloba uma área de 22 milhões de km², todo o espaço aéreo brasileiro. Brasília, Recife, Fortaleza, Salvador, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, as sedes do evento, serão patrulhadas por dez aeronaves que estarão no ar ou preparadas para decolar no período de uma hora antes e quatro horas depois do início das partidas.
Nesse período de cinco horas que inclui o horário dos jogos, o espaço aéreo em torno dos estádios ficará restrito. Em um raio de 8 quilômetros, chamado Área Vermelha, apenas aviões de defesa, de organizadores (Fifa e autoridades brasileiras) e autorizados pelo Comdabra poderão voar. Para não prejudicar a circulação nos aeroportos, esses raios não desenharão círculos perfeitos, possibilitando a entrada e a saída dos terminais de cada cidade.
Na Área Amarela, com 14 quilômetros de raio a partir dos estádios, aviões particulares e táxis aéreos não vão poder voar. A terceira área de exclusão, a Branca, será de 80 quilômetros de raio nas cidades sem aeroportos internacionais e de 100 quilômetros no Rio e em Brasília. Nela, só poderão voar aeronaves comerciais, particulares, de defesa, fretados e táxis aéreos. Outros tipos de veículos aéreos estarão impedidos, como asas-delta, balões, aviões agrícolas e naves remotamente tripuladas.
Segundo o Chefe Interino do Estado-Maior Conjunto do Comando de Defesa Aérea Brasileira (Comdabra), Coronel Aviador Alcides Teixeira Barbacovi, os aviões da FAB vão interceptar qualquer aeronave que não respeite as determinações do controle aéreo e não seja identificada em um prazo de três minutos. Além disso, o sistema de artilharia antiaérea estará posicionado em algumas localidades. “Se todos cumprirem exatamente o que está previsto, todos poderão voar com segurança e tranquilidade. Caso houver necessidade, estamos prontos para agir”, informou o coronel Barbacovi.

Simulação
Para demonstrar como é feita a abordagem, os militares embarcaram com a imprensa em um voo que saiu do Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, para a Base Aérea de Santa Cruz, na zona oeste. Dois caças F-5 M, simulando o procedimento, interceptaram o C-97 Brasília, da FAB, e o acompanharam até a base, para que lá fosse feita uma inspeção em solo pelo Batalhão de Infantaria Especial da Aeronáutica. Aviões Supertucano, F-5 M e F-2000 farão parte do patrulhamento, além de helicópteros e aviões de rastreamento E-99. Cada capital terá ao menos uma aeronave de cada tipo voando e outra preparada para decolar.

Controladores
Para administrar o espaço aéreo nesses períodos especiais, os 2,6 mil controladores de voo estão sendo treinados desde outubro de 2012. Cada um deles passou por 120 horas no simulador de controle em São José dos Campos (SP), se preparando para situações como tempo ruim, excesso de demanda e falta de equipamentos e contingente. Dois dias antes e dois dias depois dos jogos, os aeroportos das capitais ficarão inteiramente sob comando da FAB.
De acordo com a Força Aérea, o planejamento foi feito considerando que 97% dos ingressos foram comprados por brasileiros e 50% moram nas próprias cidades-sede. A partir do dia 5 de junho, os slots (horários de decolagem e pouso) serão disponibilizados para os 37 aeroportos que integram o planejamento para os dias dos jogos. Cerca de 80% serão destinados a voos comerciais e delegações, 10% para os organizadores e 10% para os aviões particulares.
A partir do dia 5 de junho estará liberada a alocação de slots para aviação geral e táxi aéreo para a Copa das Confederações no site do CGNA..

Centro de Gerenciamento
Todos os órgãos do governo, como Secretaria de Aviação Civil (SAC), Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Polícia Federal, Agência Nacional de vigilância Sanitária (Anvisa), Infraero, Receita Federal, Decea, Comdabra, e as empresas aéreas estarão centralizados no Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), localizado no Rio de Janeiro. “Caso ocorra algum problema no tráfego aéreo, vamos adotar o conceito de decisão colaborativa”, explica o Chefe do CGNA Coronel Aviador Ary Rodrigues Bertolino. Segundo ele, a medida vai facilitar e agilizar o processo e a tomada de decisão.
O embarque e o desembarque dos chefes de estado serão realizados nas bases aéreas. Elas também apoiarão aeronaves de porte menor (classificadas nas categorias A e B, como os jatos Learjet ou Legacy) que integram a lista da Fifa.
As bases militares de Brasília (DF), do Galeão (RJ) e de Fortaleza (CE), também serão utilizadas para receber as delegações de futebol. “Teremos a coordenação com outros órgãos do governo, como a Polícia Federal, a Receita Federal e Anvisa, para a entrada e saída do País das comitivas”, afirma o Chefe Interino do Estado-Maior do Terceiro Comando Aéreo Regional (Comar III), Coronel Aviador Arnaldo Augusto do Amaral Neto.

Fonte http://www.brasil.gov.br/

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