15 de jun. de 2013

GDF estabelece normas para regularizar templos religiosos

GDF estabelece normas para regularizar templos religiosos
Decreto assinado hoje possibilita mais agilidade no processo de legalização dos espaços, assim que disputa judicial permitir a venda dos terrenos Igrejas e entidades assistenciais do Distrito Federal terão o processo de regularização de seus terrenos facilitados com a assinatura, hoje, de decreto que estabelece as diretrizes de construção das edificações para a legalização dessas áreas.
"Não podemos deixar na instabilidade e na ilegalidade essas instituições que prestam um serviço de grande importância para a população e que passam por momentos constrangedores todas as vezes que chega a fiscalização", lembrou o governador Agnelo Queiroz.
Durante solenidade realizada no Palácio do Buriti, o chefe do Executivo regional anunciou que 37 áreas ocupadas por templos religiosos em Ceilândia e outras cinco em Taguatinga passaram por uma vistoria e serão as primeiras a serem licitadas.
Com a assinatura desse decreto, se o Judiciário der parecer favorável à venda dos terrenos, como pretende o GDF, os templos que estiverem dentro das normas poderão ser regularizados com mais agilidade.
"O MP tem questionado a nossa decisão de venda, mas estamos amparados pela Lei Orgânica que abre outras possibilidades além da cessão de uso. Mesmo diante disso, o processo de regularização não pode ficar parado e vamos continuar lutando até a exaustão para uma resolução definitiva",  garantiu Agnelo.

O decreto assinado estabelece as normas padrões que as entidades devem seguir para se regularizar: altura do prédio, tamanho da construção, tipo de uso do espaço, dentre outros.
"Enquanto se discute no MP, o governo não vai ficar parado. Vamos continuar fazendo a vistoria e quando o processo for liberado, estaremos uma etapa à frente. Depois, avisaremos aos proprietários, porque não queremos pegar ninguém de surpresa", disse o secretário de Habitação, Geraldo Magela.
Das 37 áreas vistoriadas, 11, abrigam igrejas católicas; 22, templos evangélicos; três, centros espíritas; e um, centro de assistência social.
Para o representante jurídico da Arquidiocese de Brasília, João Paulo Echeverria, a medida adotada pelo governo demonstra maior preocupação em resolver o tema.
"Esse decreto traz um grande avanço e também estabilidade às igrejas.  Entendemos que é uma media extremamente positiva do GDF", destacou.
De acordo com o presidente da Federação Nacional das Igrejas Cristãs, bispo Renato Andrade, aproximadamente 2 mil igrejas evangélicas devem ser beneficiadas no DF.
"Esse passo é importante porque determina como poderemos usar os terrenos, o que representa um grande marco. Isso representa uma esperança para todos os fiéis de Brasília", acrescentou.
As igrejas e entidades que forem regularizadas terão o uso restrito às celebrações religiosas ou assistência social.
As fiscalizações, que são feitas pela Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), em parceria com a Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano, ocorrerão ao longo de todo o ano em todas as regiões administrativas.

Agência Brasília

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