27 de jun. de 2013

UNE marca presença na Esplanada

Estudantes pedem 100% dos royalties do petróleo para a educação
Foto Marcos Oliveira / Agência Senado
Às 11h desta quinta-feira (27), manifestantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) se aglomeraram em frente ao Congresso para pedir que o Legislativo destine 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para investimentos em educação pública. A Polícia Militar estimou o conjunto em 500 manifestantes.
Recebidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, e pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), representantes da UNE e a Ubes dizem que sua pauta de reivindicações abrange, além do dinheiro para educação, as bandeiras dos protestos que têm tomado as ruas brasileiras nos últimos dias, como a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDMH) e a criação do Passe Livre para os estudantes no transporte público.
O Plenário do Senado já aprovou regime de urgência para a votação do projeto que a Câmara acaba de enviar à Casa para uma nova distribuição dos royalties do petróleo. O texto destina 75% desses recursos à educação pública, com prioridade para a educação básica, e 25% à saúde.
A Câmara também decidiu destinar à educação 50% de todos os recursos recebidos pelo Fundo Social do Pré-Sal. E isso até que sejam alcançadas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o alcance, em dez anos, de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) aplicados na educação

UNE e Ubes apresentam pauta de reivindicações ao presidente do Senado
Foto Marcos Oliveira / Agência Senado

Combate à corrupção, reforma política, democratização dos meios de comunicação e dinheiro dos royalties do petróleo para a educação foram as principais reivindicações apresentadas por estudantes ligados à UNE e à Ubes ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no início da tarde desta quinta-feira (27).
Os jovens, que foram recebidos no gabinete da Presidência, também demonstraram repúdio ao projeto da chamada "cura gay" (PDC 234/2011), em tramitação na Câmara dos Deputados, pediram a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) do comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e apoio ao passe livre para todos os alunos matriculados nas redes públicas e privadas de ensino do país.
Os estudantes pediram também mais celeridade na tramitação do Plano Nacional da Educação (PLC 103/2012) e ouviram do presidente do Senado que a matéria deve ser analisada na próxima semana.
- O Congresso Nacional está há dois anos e meio debatendo o PNE. Queremos que o Senado reafirme a garantia de 10% do pib [Produto Interno Bruto] para a educação, conforme prevê o plano. O presidente Renan se comprometeu a acelerar a tramitação. Não podemos admitir que, em pleno século 21, tenhamos mais de 10 milhões de analfabetos. Na próxima quarta-feira, vamos novamente ao Congresso para garantir que a matéria seja aprovada - avisou a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgínia Barros.
A líder estudantil destacou as recentes conquistas obtidas pela mobilização popular e disse que a UNE e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) vão continuar apoiando as manifestações nas ruas.
- Todas essas medidas discutidas hoje pelo Congresso Nacional são fruto das lutas das ruas. Se hoje o Congresso aceita debater temas tão polêmicos é conquista do povo. Por isso somos solidários e continuaremos na pressão – afirmou.
Também participaram da reunião com os estudantes os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), Antônio Carlos Valadares (PSD-SE), Vanessa Graziotini (PCdoB-AM), Eduardo Braga (PMDB-AM), Inácio Arruda (PC do B-CE), Wellington Dias (PT-PI), e Gim Argello (PTB-DF).

Fonte Portal Senado

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