Médicos cubanos seguirão legislação trabalhista de Cuba
Brasília - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha disse que, em parcerias como a feita com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as leis trabalhistas a serem seguidas são as do país que cede os profissionais. O Ministério Público do Trabalho anunciou hoje (23) que vai investigar a legalidade da contratação dos médicos cubanos .
A investigação foi anunciada depois que entidades médicas, entre elas o Conselho Federal de Medicina, defenderem que a atuação dos médicos cubanos no Brasil agride direitos individuais, humanos e do trabalhador. Eles contestam ainda a formação acadêmica dos médicos cubanos e dizem que eles podem expor a saúde da população a situações de risco.
De acordo com o Ministério da Saúde, serão repassados R$ 10 mil por médico cubano à Opas, que fará o pagamento ao governo cubano. Em acordos como esse, Cuba fica com uma parte da verba. De acordo com o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, os médicos cubanos que atuarão no Programa Mais Médicos pelo acordo com a Opas deverão ganhar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil por mês.
Quando questionado sobre se é correto o médico cubano ter a mesma carga horária e trabalho dos demais médicos mas ganharam menos, Padilha disse que "essas situações acontecem em todo o mundo, nas mais de 50 parcerias que o ministério da Saúde de Cuba faz no mundo inteiro".
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"São regras conhecidas, respeitadas e parceria consolidadas em mais de 50 países", disse o ministro. Ele falou ainda que lamentava a declaração dada pelo presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, João Batista Gomes, que falou que orientaria os colegas a não socorrerem erros dos colegas cubanos.
"Nós não admitimos e não faz parte da cultura brasileira ter preconceito em relação a qualquer país e a qualquer povo. A medicina de Cuba é reconhecida, sobretudo na atenção básica, esse contrato do Ministério da Saúde é com a Opas, o braço da Organização Mundial da Saúde [OMS] aqui no Brasil e nas Américas, tem toda a responsabilidade de fazer uma parceria que Cuba faz com mais de 50 países", explicou Padilha em conversa com a imprensa no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, quando foi receber os primeiros estrangeiros que chegaram à Brasília.
Aline Leal Valcarengi
Repórter da Agência Brasil
Edição: Fábio Massalli
2 comentários:
Nunca publicaram os médicos cubanos ganham muito em uma missão no exterior, mas é muito mais do que em Cuba, onde seus salários variam entre 20 e 35 dólares por mês, em um país onde um litro de leite custa cerca de três dólares.
Embora Cuba tem cerca de oitenta mil médicos, mais de metade destes médicos estão no exterior, que, juntamente com as péssimas condições em que se encontram os hospitais e escassez de suprimentos médicos causou saúde ruim está recebendo cidadão comum. Veja:
http://profesorcastro.jimdo.com/atenci%C3%B3n-a-la-salud-es-un-desastre/
Prezado Manuel Castro Rodriguez, em primeiro lugar, obrigado pelo seu comentário e concordo com você em alguns aspectos citados no entanto, respeitosamente, quero lembrá-lo que as dificuldades que o povo cubano sofre deve-se,em grande maioria, ao embargo imposto pelo EUA, que não permite o livre comercio mundial com a querida Ilha de Cuba e submete o seu valoroso povo a alguns infortúnios.
Saudações fraternas e volte quando quiser.
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