11 de dez. de 2013

Agnelo, o governador invisível

Agnelo, o governador invisível
De Brasília
Joaquim Dantas
Para o Blog do Arretadinho

Ao contrário do que pareça sugerir o título desse post, não é meu objetivo criticar o governador Agnelo Queiroz. Na verdade é uma reflexão sobre o porque será tão difícil fazer campanha para a reeleição do petista. Explico.

Mesmo que a gente comente com as pessoas sobre algumas obras do Governo Agnelo como as ciclovias do Gama, asfalto novo nas Cidades Satélites e no Plano Piloto, reforma do Hospital do Gama e o enfrentamento que o governo fez à máfia do transporte público, desbancando empresários que exploravam o setor há cinquenta anos e não prestavam um serviço de qualidade, mesmo assim a rejeição ao governador é muito grande.
Nesta semana, durante um almoço informal, um militante comunista histórico disparou o seguinte comentário, "eu posso até votar no Agnelo para sua reeleição por uma questão ideológica, mas não política."

O quem tem provocado tanta rejeição ao Governo do ex-comunista Agnelo Queiroz?
Na minha opinião é a sua invisibilidade, a falta de interação com a população. Sem querer comparar mal, eu lembro que até quando apareciam denúncias contra o Roriz, ele fazia questão de dar entrevistas. Nessas horas é que ele ia para a periferia prometer mundos e fundos à população.

Não estou sugerindo que Agnelo faça a mesma coisa, mas ele foge da imprensa como o diabo foge da cruz. Depois de eleito, quantas vezes veio à sua base eleitoral, o Gama? Que eu me lembre foi na inauguração da reforma do Hospital da cidade e foi tipo jogo rápido.

Eu penso que o Governador tem que sair desse estado de invisibilidade o quanto antes, porque até a militância está achando que vai ser difícil fazer campanha para ele em 2014. Estou me referindo à militância espontânea e ideológica.
Deixo aqui a minha crítica construtiva, construída com as conversas com o cobrador de ônibus, o Gari da minha rua, o Carteiro e as moças da padaria.

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