31 de mai. de 2018

GDF dispensa a categoria e agora ameaça cortar o ponto

Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
Foto Joaquim Dantas/Blog do Arretadinho
O governador Rollemberg (PSB) ameaça os(as) professores(as) e orientadores(as) educacionais de corte de ponto caso não se submetam à Circular nº 35/2018, emitida pela Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP). O documento, expedido nesta quarta-feira (30), orienta o lançamento de falta para aqueles(as) que não indicarem a reposição para o período em que o governador decretou a suspensão das aulas na rede pública de ensino (25 e 28 de maio).

Segundo a Circular, as escolas que não apresentarem as datas de reposições indicadas pela Circular nº 51/2018, da Subsecretaria de Planejamento, Acompanhamento e Avaliação (SUPLAV), deverão assinalar falta na folha de pontos destes funcionários. O documento foi emitido logo após o governador anunciar o ponto facultativo para os servidores públicos do GDF, ponto este que não estava previsto originalmente no plano anual de feriados, recessos e pontos facultativos do governo.


O GDF e toda a imprensa local noticiaram nesta tarde que Brasília estava com 92% dos postos de combustível sem abastecimento. Mesmo assim, são os professores que serão punidos caso não se submetam às decisões do governador Rollemberg (PSB). A forma truculenta e sem diálogo utilizada pelo governador do Distrito Federal é a mesma forma desastrosa como Temer tem conduzido as decisões sobre o preço dos combustíveis, ponto que tem prejudicado milhares de brasileiros.

O Sinpro já havia entrado em contato com o governo desde as primeiras horas das suspensões das aulas para fazer as confirmações. Quando o governo decidiu que as aulas retornariam, o sindicato apresentou ponderações quanto à pertinência do retorno às aulas, já que o desabastecimento ainda era forte na capital federal. Mas o governo optou por manter a decisão de retorno das aulas no dia 29 de maio.

A diretoria colegiada do Sinpro repudia a forma desastrosa como o GDF conduz um momento extremamente delicado e a maneira como trata o magistério público e os estudantes. É importante salientar que ao editar o ponto facultativo, justificando para isto esvaziar o trânsito da cidade, o governador mostra que está usando os professores e os estudantes para poder resolver um problema que não é da educação pública do Distrito Federal.

por Luis Ricardo em http://www.sinprodf.org

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