Não vá na conversa da mídia. Dia 11/07 é greve geral!
Pela reforma política!
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A proposta da Constituinte naufragou em 24 horas. A do Plebiscito durou uma semana. Essa ideia, plebiscito, já ficou para o ano que vem. Na melhor das hipóteses.
A Constituinte exclusiva não colou por um quase consenso de não existir espaço legal para fazê-la. O Plebiscito porque não haveria tempo até 3 de outubro. Essa é a data para que uma modificação na lei tenha validade na eleição do ano que vem.
Tudo isso é fato. Como é fato que tais propostas não prosperaram também por outros dois motivos. O primeiro é a disputa política entre oposição, governo, e a tal "base aliada".
O segundo motivo é que, a princípio, não há chance de o Congresso votar contra interesses dos parlamentares. E uma reforma política atinge interesses de deputados e senadores.
Um exemplo: clausula de barreira é algo que impede a proliferação de partidos. Se aprovada, um partido só passa a ter acesso à grana do Fundo Partidário, e tempo no radio e TV, se tiver votação expressiva em vários estados.
A Clausula foi aprovada pelo Congresso em 95. O Supremo, onde alguns ensinam como o mundo deve funcionar, derrubou a clausula. Disse ser inconstitucional. Com isso temos 30 partidos. Cada partideco, além do acesso à grana, pode leiloar tempo no rádio e TV a cada eleição.
A disputa política: parece que sem entender a dimensão dos protestos nas ruas, os partidos estão brincando. A oposição faz de conta que a crise é apenas de Dilma e do governo e não da Política como um todo.
O governo, depois de três anos trancado no castelo, parece crer que bastam algumas mágicas para se recuperar. Quem foi às ruas não pediu Constituinte nem Plebiscito, é claro. Mas pediu o fim da Política porca. Que o congresso, então, vote reformas minimamente saneadoras até outubro.
Quem esteve e está nas ruas talvez não tenha se tocado de algo: o Brasil tem 5.561 prefeituras e câmaras de vereadores. Tem 27 Assembleias e o Congresso. Numa conta ligeira, são 73 mil políticos.
A cada dois anos essa safra se renova. O senso comum prega que "tá cheio de ladrão" na Política. Talvez tenha chegado o momento de nós, os brasileiros, olharmos para o espelho e perguntar: "De que planeta vem os políticos e seus maus hábitos? Eles vêm de Júpiter?"
Sem contar os ladrões das ruas, o mesmo se diz de Detrans: a ladroagem. Como se diz de porções do judiciário, dos ministérios, secretarias, da CBF, do futebol como um todo.
Como sabemos, onde há corruptos há também corruptores. Pergunta para o espelho: de que planeta vem toda essa gente?

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